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1896 - O PRESBITERIANISMO CHEGA EM CARMO::..
Em 1896, chegava a Carmo do Paranaíba o Capitão Ramalho
Pinto. Dentre várias atribuições, tinha a de
recolher assinaturas de um jornal evangélico, editado pela
Igreja Presbiteriana do Brasil, o "Expositor Cristão."
O
primeiro assinante do jornal foi o jovem Cristino Lourenço
de Mello, que, através das mensagens contidas no jornal, converteu-se
ao evangelho, tornando-se o primeiro membro da Igreja em Carmo do
Paranaíba.
Começa
então os desafios para a divulgação da Palavra
de Deus em Carmo.
Por
peseguição do Vigário Manoel Francisco de Moraes,
o Capitão Ramalho é afastado de Carmo, principalmente
pela introdução do jornal, já arraigado entre
muitas famílias.
A
semente foi plantada, germinou e produziu frutos. O senhor João
Gomes de Deus, lendo um exemplar do jornal, afirmou: "Encontrei
Jesus". Tornou-se o segundo membro da Igreja. Cidadão
influente e chefe de numerosa família, João Gomes de
Deus, divulgou a Palavra e pelo Espírito Santo arrebanhou novos
adeptos para a Igreja.
Dona
Maria Lucinda de Mello, Francisco dos Santos, Dona Altina Carolina
e Januário Gomes Branquinho foram outros que optaram pela mensagem
salvadora anunciada pela Igreja Presbiteriana.
Novamente
o Padre Manoel Francisco de Moraes impediu a entrada de outro pastor
na cidade. O fato obrigou os novos convertidos a professarem sua fé
nas cidades vizinhas de Rio Paranaíba e Lagoa Formosa, por
ocasião das visitas dos Reverendos Carlos Norton e André
Gensen.
Alegaram
os cidadãos o direito garantido pela Constituição
Federal de cada um professar sua fé segundo a sua crença
religiosa. O Vigário Padre Manoel, respondeu: "A Constituição
aqui sou eu!".
A
fé inabalável dos primeiros presbiterianos superava
em muito os problemas que surgiam. Através de Cristino Lourenço
de Mello, foram intruduzidos os primeiros exemplares de Bíblias
Evangélicas trazidas de Araguari, MG.
Continuando
com suas arbitrariedades frente à Paróquia, o Pardre
Manoel certa vez foi à fazenda do Sr. João Gomes de
Deus, com o intuito de batizar seu filho primogênito, Joel Gomes
de Deus. O pai, como membro da Igreja Presbiteriana , protestou alegando
que estava aguardando a visita do Ministro para batizar o filho segundo
as normas da fé cristã. O padre Manoel, usando de seu
peculiar autoritarismo, sentenciou: "Mesmo que seja necessário
gastar o último cartucho*, Ministro não entra nesta
cidade."
*
segundo relatos históricos, o Padre Manoel andava e celebrava
missas armado.
Com
a morte do Padre Manoel, ocorrida em 1913, as perseguições
aparentemente acalmaram um pouco. Entre 1909 e 1922 a Igreja de Carmo
foi visitada pelo Rev. Alberto Zanon, que vinha de Araguari, a cavalo,
para assistir os irmãos desta localidade.
Entre
1922 e 1925, a zona rural foi assistida pelos seguintes missionários:
Rev. Roberto Delfim, Dr. Eduardo Leme e Dr. Alva Hardee. Na gestão
do Dr. Alva Hardee foi adquirida e instalada a Casa de Oração
na Rua da Cadeia (hoje Rua Coronel Anicésio). Nas proximidades
da mesma, foi também instalada uma Escola dominical, que logo
recebeu 50 alunos, divididos em três classes.
No
período compreendido entre 1925 e 1930, sob o pastorado do
missionário Rev. Jayme Woodson, além de outras providências,
foi ampliada a Casa de Oração, pois a mesma já
não comportava todos os alunos matriculados.
De
1930 a 1936, sob o pastorado do Rev. João Knox, foi construido
o primeiro templo da Igreja Presbiteriana na Av. Costa Júnior.
Hoje o antigo templo foi remodelado e é usado como sede do
Edifício de Educação Cristã.
Novamente
atritos de ordem religiosa voltaram a agitar a cidade. Desta feita,
aconteceu por ocasião da visita da Junta da Missão,
chefiada pelo Dr. Alva Hardee, quando os "carmelitanos"
atearam fogo no veículo usado pela Missão, ficando o
mesmo totalmente destruído.
Durante
o Pastorado do Rev. Antônio Nunes de Carvalho, de 1936 a 1938,
aconteceu a visita da Caravana Evangélica Univesitária,
vinda de São Paulo, tendo também a mesma sido severamente
perseguida.
Na
gestão do Rev. Estevão Sloop, de 1938 a 1948, formou-se
a primeira Sociedade de Jovens, como também o Coro, sob a regência
de Dona Glória Soares.
Organizou-se
a Igreja, sendo eleitos os seguintes oficiais:
Presbíteros:
Onézimo Soares do Amaral, Antônio Gomes Gontijo e João
Gomes de Deus.
Diáconos:
Cristóvão
Moreira Coelho e Onestaldo Gomes de Deus.
Os
membros da Igreja Presbiteriana, orgulhosos, assistem à formatura
em Teologia de Pérsio Gomes de Deus no dia 30 de novembro de
1948 no Seminário de Campinas.
De
1948 a 1952, sob o pastorado de Tev. Jayme Woodson, organizou-se a
Igreja na localidade de Cupins.
Esteve
à frente da Igreja, entre 1952 e 1954, o Rev. Carlos Butlen.
A partir de 1955 até 1957, assumiu o Rev. Abílio Gonçalves
Boaventura natural da vizinha cidadede Arapuá.
A
Missão Oeste Brasil entregou a Igreja aos cuidados do Presbitério
do Triângulo Mineiro no dia 12 de novembro de 1957.
Foi
inaugurado o Templo da Igreja (central) na Gestão do Rev. Gessé
Chagas no dia 24 de julho de 1971.

(Histórico
retirado de fontes da própria igreja e do Livro:
Cem anos de Carmo do Arraial Novo - Autor Hélio H. Rezende)